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Título: Os dias do demônio e a arquetípica relação entre personagens e terra
Autor(es): Roque, Andrius Felipe
Orientador(es): Nascentes, Zama Caixeta
Palavras-chave: Personagens literários - Análise
Posse da terra na literatura
Psicologia junguiana
Characters and characteristics in literature - Analysis
Land ternure in literature
Jungian psychology
Data do documento: 22-Abr-2013
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Curitiba
Referência: ROQUE, Andrius Felipe. Os dias do demônio e a arquetípica relação entre personagens e terra. 2013. 60 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2013.
Resumo: Desde os primeiros estágios do desenvolvimento cultural, o homem esteve conectado com a terra. Esse vínculo, englobando porém também ultrapassando as razões antropológicas, encontra respaldo no substrato psíquico suprapessoal, que, de acordo com os junguianos, denomina-se inconsciente coletivo. Como conteúdo dessa camada da psique, a terra manifesta o arquétipo da Grande Mãe, a universal experiência com o feminino nos estágios primevos do desenvolvimento da consciência do ego. No romance do professor Roberto Gomes, Os dias do demônio, a luta pela terra assume caráter arquetípico, revelando, através das personagens, a postura do homem contemporâneo diante do feminino e do inconsciente. Este trabalho, portanto, propõe-se a compreender, através da análise da relação entre personagens e terra, como a revolta sudestista reproduz o processo de desenvolvimento filogenético da consciência do ego. A partir disso, são considerados dois grupos de personagens, os quais assumem posturas opostas. Os colonos experimentam uma relação paradisíaca com a terra, inscrita sob os aspectos da maternidade e da fertilidade, enquanto que os jagunços comportam-se unilateralmente exploradores e violentos. Daí, pois, surge a dicotomia Terra Virgem-Mãe – Terra Prostituta, guia em nossa incursão no texto literário. Por fim, a análise do composto personagens-terra conduz à reflexão sobre o equilíbrio psíquico entre consciência e inconsciente na humanidade contemporânea.
Abstract: Since the initial stages of the cultural development, men have been connected to the soil. This link embraces, but also exceeds anthropological reasons, finding support in the transpersonal psychic substratum that, according to Jungians, is nominated the collective unconsciousness. As a content of this layer of the psyche, soil reproduces the archetype of the Great Mother, the universal experience with the feminine in the primeval stages of the development of the ego consciousness. In Roberto Gomes’ novel, Os dias do demônio, the fight for the soil takes on an archetypical nature, revealing, through the characters, the contemporary men’s attitude in relation to the feminine and to the unconsciousness. Therefore, this work aims at to comprehend, through the analysis of the relation between the characters and the soil, how the southeastern revolt reproduces the process of the filogenetic development of the ego consciousness. Stem from this a distinction of two groups of characters, which admits opposite attitudes. The Bushmen experience a heavenly relation with the soil, which is kept by maternity and fertility aspects, while the jagunços behave unilaterally exploitative and violent ones. In consequence, a dichotomy of the Virgin-Mother Soil – Prostitute Soil is established, being the guide in this reading of that literary text. As a conclusion, the analysis of the compound characters-soil conducts to the reflection about the psychic equilibrium between consciousness and unconsciousness in contemporary mankind.
URI: http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/1068
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