Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/11225
Título: Jane Eyre de Charlotte Brontë: empoderamento feminino em traduções brasileiras
Título(s) alternativo(s): Jane Eyre of Charlotte Brontë: female empowerment in brazilian translations
Autor(es): Dlugoss, Fabíola
Orientador(es): Ruffini, Mirian
Palavras-chave: Tradução e interpretação na literatura
Feminismo
Literatura comparada
Translating and interpreting in literature
Feminism
Literature, Comparative
Data do documento: 26-Mai-2018
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Pato Branco
Referência: DLUGOSS, Fabíola. Jane Eyre de Charlotte Brontë: empoderamento feminino em traduções brasileiras. 2018. 60 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2018.
Resumo: O presente trabalho desenvolveu uma análise descritivo-comparativa de duas traduções brasileiras da obra Jane Eyre, de Charlotte Brontë. Analisaram-se as traduções da Editora Vozes publicada em 1953, e a da tradutora Heloisa Seixas, publicada em 2016 pela editora Bestbolso, tendo como base o texto fonte publicado em 1847 do qual se utilizou sua edição realizada pela Editora Collins Classics (2010). O objetivo da análise foi investigar marcas de empoderamento feminino da personagem protagonista da obra, e como essas marcas estão presentes nessas duas traduções. Além disso, foram analisados os paratextos dessas traduções elencadas tendo como objetivo avaliar a recepção da obra no polissistema literário brasileiro. Para a realização deste trabalho utilizou-se o suporte teórico dos estudos de Virginia Woolf (1998) e Oscar Mendes (1983) para compreender como era considerado o papel da mulher do século XIX, e também o contexto social e cultural em que Brontë vivia como mulher e escritora. Para a análise da recepção do romance no polissistema literário brasileiro foram utilizados os estudos de Itamar Even-Zohar e sua Teoria dos Polissistemas (1990). E para as análises das traduções brasileiras foram utilizados os procedimentos técnicos tradutórios de Lanzetti et al (2009), e os estudos de Antoine Berman (2007). Os postulados de Andre Lefevere (1992) embasaram as discussões acerca das políticas de tradução. E finalmente, para a análise paratextual foram utilizados os estudos de Gérard Genette (2009), que afirma que os paratextos acompanhadores de uma obra são de suma importância para sua interpretação. Por fim, verificou-se que a obra Jane Eyre revela uma personagem feminina empoderada, que está à frente da mulher do século XIX. Além disso, com a análise de suas traduções brasileiras frente aos procedimentos tradutórios adotados, pode-se considerar que uma tradução apresentou tendência mais “estrangeirizante” e a outra mais “domesticada”, de acordo com a teoria de Lawrence Venuti (2002). Com base nos paratextos analisados, observa-se que a autora e sua obra têm se consolidado no polissistema literário brasileiro, pois com o cotejo das duas traduções verificou-se que, de autora desconhecida e pouco reverenciada, Brontë, com o passar dos anos, passa a ser mais valorizada e Jane Eyre, em especial, ganha maior reconhecimento como fonte do empoderamento feminino, marcado na personagem protagonista da obra.
Abstract: The present research study developed a descriptive-comparative analysis of two Brazilian translations of the novel Jane Eyre, by Charlotte Brontë. The translations of Vozes publishing company, issued in 1953 and that of the translator Heloisa Seixas, published in 2016 by the publisher Bestbolso, were analyzed based on the source text published in 1847, which was printed by publishing company Collins Classics (2010). The objective of the analysis was to investigate Jane Eyre’s protagonist character’s feminine empowerment marks, and how these marks are present in these two translations. In addition, the paratexts of these translations were analyzed, with the objective of investigating the reception of the work in the Brazilian literary polysystem. The theoretical support of the studies by Virginia Woolf (1998) and Oscar Mendes (1983) was used to understand the role of nineteenth-century women, as well as the social and cultural context in which Brontë lived as woman and writer. For the analysis of the novel reception in the Brazilian literary polysystem, the studies of Itamar Even-Zohar and his Theory of Polysystems (1990) were used. For the analysis of the Brazilian translations, the technical procedures of Lanzetti et al (2009) and the studies of Antoine Berman (2007) were used. The postulates of Andre Lefevere (1992) ground discussions on translation policies. Finally, for the paratexts analysis, the studies of Gérard Genette (2009) were used, which states that the accompanying paratexts of a work are of utmost importance for their interpretation. Finally, it was found that Jane Eyre reveals an empowered female character, who is ahead of the nineteenth century woman. In addition, with the analysis of their Brazilian translations in the face of the adopted translation procedures, one translation can be considered as having a more "foreigner" tendency and a more "domesticated" tendency, according to Lawrence Venuti's (2002) theory. Based on the analyzed paratexts, it is observed that the author and her work have been consolidated in the Brazilian literary polysystem. Given that, with the comparison of both translations, it was verified that, as an unknown and little revered author, Brontë, over the years, has become more valued and Jane Eyre, in particular, has gained greater recognition as a source of female empowerment, marked in the protagonist character of the work.
URI: http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/11225
Aparece nas coleções:PB - Licenciatura em Letras

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
PB_COLET_2018_1_06.pdf592,1 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.