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Título: Avaliação da atividade antioxidante de extratos etanólicos de resíduos provenientes da fabricação de vinho
Autor(es): Moura, Cristiane de
Orientador(es): Carpes, Solange Teresinha
Palavras-chave: Fenóis
Flavonóides
Antioxidantes
Phenols
Flavonoids
Antioxidants
Data do documento: 14-Fev-2014
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Pato Branco
Referência: MOURA, Cristiane de. Avaliação da atividade antioxidante de extratos etanólicos de resíduos provenientes da fabricação de vinho. 2014. 57 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2014.
Resumo: Atualmente a procura por produtos naturais que desempenham com eficiência a atividade antioxidante em alimentos está cada vez mais, atraindo a atenção de novos pesquisadores. Os principais compostos que podem atuar com essa ação, são os compostos fenólicos, esses podem ser encontrados em diversas plantas, frutas e em até mesmo, resíduos agroindustriais. Deste modo, o principal objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial antioxidante do resíduo obtido pela fabricação do vinho tinto (RVT) e vinho branco (RVB) com a intenção de futuramente ser utilizado como antioxidante natural na elaboração de novos produtos alimentícios. Neste estudo a atividade antioxidante foi avaliada pelos métodos de sequestro dos radicais DPPH* e ABTS*, porcentagem de inibição pelo sistema beta-caroteno/ácido linoleico e poder redutor do Ferro (FRAP) e comparada com os antioxidantes sintéticos eritorbato de sódio, BHT (Butilhidroxitolueno) e BHA (Butilihidroxianisol) e com antioxidante natural o α-tocoferol usados como controle positivo. O RVT e RVB apresentaram teor de compostos fenólicos totais de 21,66 mg EAG/g de resíduo e 20,54 mg EAG/g de resíduo respectivamente (EAG: Equivalente em ácido gálico). Enquanto que o teor encontrado para os flavonoides foi de 0,84 mg QE/g de resíduo e 0,65 mg QE/g de resíduo, respectivamente (QE: Equivalente em quercetina). A atividade antioxidante avaliada pelo sequestro de radical DPPH e expresso em IC50 (IC50:Concentração inibitória ou equivalente mínima do antioxidante para sequestrar 50% dos radicais iniciais) foi de 0,66 e 1,14 mg/mL, para o RVT e RVB, respectivamente. Enquanto que pelo sequestro do ABTS expresso em umol de Trolox obteve-se 150,68 umol de Trolox/g para o RVT e 145,91 umol de Trolox/g para o RVB. Quando analisado pelo método de inibição do beta caroteno/ácido linoleico, os extratos avaliados na concentração de 5 mg/mL apresentaram inibição de 82,92% e 81,42%, para os RVT e RVB, respectivamente e não diferiram estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p<0,05). Pela análise da redução do Ferro (FRAP), o extrato do RVT foi possível reduzir 56,29 μmol de Fe2+/g enquanto o RVB 38,52 μmol de Fe2+/g de resíduo. O resíduo do processo de obtenção do vinho tinto mostrou superioridade em todas as análises realizadas quando comparadas ao resíduo do vinho branco. Entre os antioxidantes comerciais usados neste estudo, o eritorbato de sódio se destacou em todas as análises, sendo que a menor atividade antioxidante foi apresentada pelo BHT. Os resíduos do processo de obtenção do vinho tinto e vinho branco apresentaram atividade antioxidante inferior ao eritorbato de sódio, BHT, BHA e o α-tocoferol. Pelos resultados encontrados, podemos afirmar que os resíduos provenientes do vinho tinto e vinho branco, podem ser considerados uma opção aos antioxidantes sintéticos principalmente devido a restrição do uso desses antioxidantes sintéticos nos alimentos devido ao efeito deletério a saúde.
Abstract: The search for natural products that perform efficiently the antioxidant activity in foods is having a lot of attention in research today. The main compounds that can act with this action, are phenolic compounds, these can be found in various plants, fruits and even vegetables residues. In this way, the main objective of this work was to evaluate the antioxidant potential of the residue obtained from the manufacture of red wine (RVT) and white wine (RVB) with the intention that in future be used as a natural antioxidant in the elaboration of new food products. In this study the antioxidant activity was evaluated by the method of sequestration of DPPH * and ABTS * radicals, percentage inhibition by beta-carotene/linoleic acid system and reducing power of iron (FRAP) and compared with synthetic antioxidants sodium erythorbate, BHT (butylhydroxytoluene) and BHA (Butilihidroxianisol) and the natural antioxidant α-tocopherol used as positive control. The RVT and RVB showed content of total phenolics of 21.66 mg GAE / g of residue and 20.54 mg GAE / g of residue, respectively (EAG: Equivalent gallic acid). While the content in flavonoids found was 0.84 mg QE / g of residue and 0.65 mg QE / g of residue, respectively (QE: Equivalent quercetin). The antioxidant activity was evaluated by DPPH radical sequestration and expressed as IC50 (IC50: inhibitory concentration or minimum equivalent antioxidant to sequester 50% of the initial radicals) was 0.66 and 1.14 mg / mL, for the RVT and RVB, respectively. While for the kidnapping expressed in ABTS umol Trolox was obtained Trolox 150.68 umol / g for the RVT and Trolox 145.91 umol / g for RVB. When analyzed by the method of inhibition of beta carotene / linoleic acid, the extracts evaluated at a concentration of 5 mg / ml were inhibited by 82.92% and 81.42% for RVT and RVB, respectively and did not differ significantly by the Tukey test (p <0.05). For the analysis of the reduction of iron (FRAP), the extract was able to reduce the RVT 56.29 micromol Fe 2 + / g while the RVB 38.52 micromol Fe 2 + / g of residue. The residue of the process to obtain red wine showed superiority in all analyzes when compared to the residue of white wine. Among the commercial antioxidants used in this study, sodium erythorbate excelled in all analyzes, with the lowest antioxidant activity was presented by BHT. The residues of obtaining red wine and white wine process presented below the sodium erythorbate, BHT, BHA and α-tocopherol antioxidant activity. The results, we can state that waste from red wine and white wine may be considered an option to synthetic antioxidants mainly due to restriction of the use of these synthetic antioxidants in foods due to deleterious health effects.
URI: http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2198
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